O diretor de Assuntos Estratégicos da Agecopa, Yuri Bastos, explanou sobre "Os preparativos da Copa do Mundo na cidade-sede de Cuiabá". Lembrando que “os jogos são o último passo no processo, antes a Copa é negócio e investimento”, Yuri ressaltou a importância da iniciativa privada estar de olhos abertos para tantas oportunidades, “e bem preparada”, declarou.
Exemplificando com acontecimentos e experiências obtidas em viagens e até em passeios na capital mato-grossense, o diretor pontuou o quanto há deficiências no atendimento dos hotéis, nos restaurantes (“Não cabe em minha cabeça, que em pleno século 21, em Cuiabá, ainda encontramos restaurante que não aceita Cartão de Crédito”, falou), entre outros desafios a serem trabalhados.
Turismo – Yuri colocou aos participantes, que investimentos estão sendo buscados, por meio da Agecopa, para fomentar o Turismo em Mato Grosso. “Entre os legados que gigantes que ficarão, está o do Turismo”, apontou, explicando que a ação está sendo feita junto ao Prodetur, visando estruturar o trade e obter a contrapartida da iniciativa privada.
“Tendo como exemplo a Copa da África, sabemos que 214 países recebem informações da Copa. Estaremos na vitrine; são vendidos milhões em comida e bebidas:negócios! Portanto, é preciso que a iniciativa privada não fique esperando o governo e sim busque se preparar-se, pois até mesmo na divulgação que a Agecopa fizer, entrará nos roteiros aqueles estabelecimentos que estiverem preparados”.
Legado de Imagem – “Em termos percentuais, Cuiabá é a cidade-sede que terá o maior impacto do chamado legado da Copa do Mundo”, informou o engenheiro e consultor em mega-eventos, Hélio Ferraz.
Segundo Hélio, um estudo sobre o valor a ser investido em obras da Copa, mostra que em Cuiabá este representa 5,7% do PIB de Mato Grosso.
Outro número interessante apresentado por ele mostra que o consumo e despesas em geral de turistas que se deslocam para este evento chega a R$ 142 milhões.
Entre os exemplos, ele citou ainda o investimento no aeroporto, somando R$ 87 milhões, para melhorar a infra-estrutura física e de atendimento, projetada de 580 mil turistas/ano, que atualmente Mato Grosso recebe, para 1 milhão de passageiros.
Ferraz afirmou que o mais importante em se ter uma Copa do Mundo, é que se antecipa investimentos para atender a uma demanda que só aconteceria depois de muitos anos. “Além dos legados que ficam, a exemplo da imagem que vai para o mundo todo, fica esta divulgação. Imagine quanto cada cidade teria que gastar para atingir os tantos milhões de telespectadores que vêem a Copa e a cidade na qual ela está acontecendo?”. (Texto/Fotos: Por Honéia Vaz)